A sombra segue a marcha das estações
sem notar se é outono ou inverno.
Acompanha-me, servindo-me companhia,
numa insensatez absoluta e verdadeira,
que inspira toda a realidade...
É a existência que em si inicia e se expira.
Remate e principio de uma extensa espera,
ora jardim, ora brejo, às vezes deserto.
São vestígios das divergências
de todos os sentimentos disfarçados e universais
São meus dedos roçando-lhe a boca
de palavras frívolas e sofrimento.
É o extenso olhar que nenhuma pessoa
compreende e, que mesmo assim,
não se entrega...
Marinete Silva
Nenhum comentário:
Postar um comentário