Trago a marca mais tensa
guardo o vestígio mais genuíno
que na marcha do tempo me persegue
me pensa, me fixa no sombrio
Suscita, oscila; alguém habitei
agora me habitam: de quem sobejei
agora sobejo: alguém cujos passos
nas pedras do tempo ecoa tão arreliado
Me silenciam, me afligem
recordo me encarcera, desmedido,
sem flecha que puni nem impulso
que provi...
nos prolixos do tempo
a sós nos conduz.
Marinete Silva
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