Ao despojar dos sonhos
apartei-me das fantasias
findou a festa
Sobrou o silêncio no salão
valsei sozinha
ao som da minha própria melodia
Repercutiu a harmonia do choro
cessando-me a voz,
silêncio se fez
agarrei de volta os sonhos
apartando-me das fantasias...
Marinete Silva
Se não houvesse; sonhos, esperanças, encantos ainda assim, eu escreveria, pois existe a vida para ser narrada em versos e prosas... Marinete Silva
Convicção
Se o tempo não volta, se não posso corrigir meus erros... Sonho, rio, choro, enlouqueço, mas, prefiro continuar neste palco onde não há ensaios... Marinete Silva
domingo, 30 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Conselho
Permita ao sol iluminar seus olhos e
e veja os reflexos...
Arrisque-se em trilhas desconhecidas
até uma nova verdade encontrar
e que esta sacie a fome de ser só mais um...
Não permita que a mesmice o paralise
viva dia por dia respire e seja feliz
Marinete Silva
e veja os reflexos...
Arrisque-se em trilhas desconhecidas
até uma nova verdade encontrar
e que esta sacie a fome de ser só mais um...
Não permita que a mesmice o paralise
viva dia por dia respire e seja feliz
Marinete Silva
sábado, 15 de outubro de 2011
Vestígios
A sombra segue a marcha das estações
sem notar se é outono ou inverno.
Acompanha-me, servindo-me companhia,
numa insensatez absoluta e verdadeira,
que inspira toda a realidade...
É a existência que em si inicia e se expira.
Remate e principio de uma extensa espera,
ora jardim, ora brejo, às vezes deserto.
São vestígios das divergências
de todos os sentimentos disfarçados e universais
São meus dedos roçando-lhe a boca
de palavras frívolas e sofrimento.
É o extenso olhar que nenhuma pessoa
compreende e, que mesmo assim,
não se entrega...
Marinete Silva
sem notar se é outono ou inverno.
Acompanha-me, servindo-me companhia,
numa insensatez absoluta e verdadeira,
que inspira toda a realidade...
É a existência que em si inicia e se expira.
Remate e principio de uma extensa espera,
ora jardim, ora brejo, às vezes deserto.
São vestígios das divergências
de todos os sentimentos disfarçados e universais
São meus dedos roçando-lhe a boca
de palavras frívolas e sofrimento.
É o extenso olhar que nenhuma pessoa
compreende e, que mesmo assim,
não se entrega...
Marinete Silva
Triste acorde
Ouço suspiros em notas
Vindos de um violão...
Sussurra amor!
Melancólica canção...
Imagino lágrimas vertendo-se
Rosto cinzelado de saudade...
Pobre coração!
Espera encontrar felicidade...
Marinete Silva
Vindos de um violão...
Sussurra amor!
Melancólica canção...
Imagino lágrimas vertendo-se
Rosto cinzelado de saudade...
Pobre coração!
Espera encontrar felicidade...
Marinete Silva
O tempo
Não para
Não dorme
Não alivia...
Sempre nos leva no colo
Acordados ou dormindo...
Marinete Silva
Não dorme
Não alivia...
Sempre nos leva no colo
Acordados ou dormindo...
Marinete Silva
Deleite
Noite; desejo
apetite e avidez
aroma e vigor
Corpo que é ardor
roço e deleito-me
não sinto frio
Em tuas mãos
às vezes
calafrios e eriçamentos
Possuir-te neste momento
faz-me existir e em ti fluir
teu mel absorver
E para tua boca fugir...
Marinete Silva
apetite e avidez
aroma e vigor
Corpo que é ardor
roço e deleito-me
não sinto frio
Em tuas mãos
às vezes
calafrios e eriçamentos
Possuir-te neste momento
faz-me existir e em ti fluir
teu mel absorver
E para tua boca fugir...
Marinete Silva
Ao largo do dia
Dia longo e sem graça,
que se prolonga, sereno,
nos braços da tarde que expira...
A tarde suspira pela voz do vento
desfolha rosas solitárias e furta
das flores do jardim o que de mais precioso:
elas têm o aroma e o viço...
E a noite desce, vem de longe,
lá dos outros continentes banhados de sol,
onde outros mares entoam outras canções
onde outras estrelas encantam outros olhares
E perdida na extensão do universo
fico a pensar nos momentos que estou a viver...
dentro da noite, assim como estive
sozinha nessa tarde... cheia de murmúrios
O sol deixou de iluminar e aquecer
não consigo ter olhos para enxergar mais nada...
somente sinto a ausência que se prolonga
serenamente ao largo do dia...
Marinete Silva
que se prolonga, sereno,
nos braços da tarde que expira...
A tarde suspira pela voz do vento
desfolha rosas solitárias e furta
das flores do jardim o que de mais precioso:
elas têm o aroma e o viço...
E a noite desce, vem de longe,
lá dos outros continentes banhados de sol,
onde outros mares entoam outras canções
onde outras estrelas encantam outros olhares
E perdida na extensão do universo
fico a pensar nos momentos que estou a viver...
dentro da noite, assim como estive
sozinha nessa tarde... cheia de murmúrios
O sol deixou de iluminar e aquecer
não consigo ter olhos para enxergar mais nada...
somente sinto a ausência que se prolonga
serenamente ao largo do dia...
Marinete Silva
Vale a Pena
Apesar dos caminhos incompletos
e dos sonhos não realizados
Apesar dos cacos, obstáculos e infortúnios
das ruínas súbitas e dolorosas,
das pelejas consigo mesma, pungentes,
dos ataques com as divergências
introduzidas em nosso cotidiano
Apesar das ingratidões assinaladas por lágrimas
que desmorona mesmo sem vontade,
visto a extensão do desengano
amores aos quais nos entregamos inteiramente
e que se extirparam... e que absolvemos
Apesar das granadas lançadas à queima-roupa,
covardemente, sem piedade, de improviso
a tirar-nos o solo...
a alma e o coração...
Apesar das faltas incompensáveis
de entes queridos, amigos magistrais
Apesar da friabilidade, da insensível solidão,
da carência de afagos,
das mágoas matizadas
com sorrisos acres e esmorecidos,
desmembrados e desvirtuados
Apesar de...Apesar...
ainda temos o lado bom da vida
que não se fecha nunca
e está de portas abertas a nos acolher
sem carecer vociferar
É só acreditar que vale a pena viver...
Marinete Silva
e dos sonhos não realizados
Apesar dos cacos, obstáculos e infortúnios
das ruínas súbitas e dolorosas,
das pelejas consigo mesma, pungentes,
dos ataques com as divergências
introduzidas em nosso cotidiano
Apesar das ingratidões assinaladas por lágrimas
que desmorona mesmo sem vontade,
visto a extensão do desengano
amores aos quais nos entregamos inteiramente
e que se extirparam... e que absolvemos
Apesar das granadas lançadas à queima-roupa,
covardemente, sem piedade, de improviso
a tirar-nos o solo...
a alma e o coração...
Apesar das faltas incompensáveis
de entes queridos, amigos magistrais
Apesar da friabilidade, da insensível solidão,
da carência de afagos,
das mágoas matizadas
com sorrisos acres e esmorecidos,
desmembrados e desvirtuados
Apesar de...Apesar...
ainda temos o lado bom da vida
que não se fecha nunca
e está de portas abertas a nos acolher
sem carecer vociferar
É só acreditar que vale a pena viver...
Marinete Silva
Quando
não se ouve o coração
não se ouve a alma
e o peito é que se desfaz
nas lembranças das saudades,
que restaura a vida inteira.
Porque amar é viver...
e só a alma sabe o que se faz por
amor...
Marinete Silva
não se ouve a alma
e o peito é que se desfaz
nas lembranças das saudades,
que restaura a vida inteira.
Porque amar é viver...
e só a alma sabe o que se faz por
amor...
Marinete Silva
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Felicidades
“São pétalas que caíram
ao serem tocadas pela delicada
brisa que passou...
Contudo, serão resguardadas
nos alvitres da alma
de quem viveu um intenso amor...”
Marinete Silva
ao serem tocadas pela delicada
brisa que passou...
Contudo, serão resguardadas
nos alvitres da alma
de quem viveu um intenso amor...”
Marinete Silva
O mundo que venci
O mundo que venci outorgou-me um amor,
um galardão temerário, o sentimento
sobrecarregado de inocência resistente.
Que caminha com brevidade...
em infinitos encolerizados,
por cima de qualquer resguardo durável
por cima de qualquer cova funda
amor feito de insolência, lágrimas e alegria,
amor que viola as portas dos desassossegos,
amor que alinha o tope ao paraíso
amor que descansa e oscila. Que desafia
e retorna contra mim e me conquista
e me imagina em cantos de vitórias...
Marinete Silva
um galardão temerário, o sentimento
sobrecarregado de inocência resistente.
Que caminha com brevidade...
em infinitos encolerizados,
por cima de qualquer resguardo durável
por cima de qualquer cova funda
amor feito de insolência, lágrimas e alegria,
amor que viola as portas dos desassossegos,
amor que alinha o tope ao paraíso
amor que descansa e oscila. Que desafia
e retorna contra mim e me conquista
e me imagina em cantos de vitórias...
Marinete Silva
Diz-me
Diz-me não se recordar de mim
pois eu não, não o esquecerei
até que aparte-me de minha lágrima
e até que enxuguem os meus olhos,
que têm enredos de aprisionar quem os recuse
mesmo que se tente escapar deles
pulando os escudos do sorriso
Neste tempo de beijos disfarçados,
de saídas meditadas
de discursos falsificados,
e de princípios densificados
não se pode afirmar não
sem descobrir uma frincha no coração
não se pode delinear um adeus
que não vá irromper dentre
os nossos corpos
Oh amor,
beija, por mim
os decadentes habitantes de ti
e diz-me se deles a insolência
é tão intensa quanto a minha
absorva o indulto dos apaixonados
do intrínseco de quem nunca o esqueceu
diz-me se o divã de encontro e desencontros
é tão suave quanto o seu afago
presenteia-me com sentimentos e jugos onde há sinceridade
singular separação a resistir e reencontrar
dentre penetrações que retrocedem
em tão escassas esquinas...
Ah diz-me esquecer o amor
pois eu não, não o esquecerei...
Marinete Silva
pois eu não, não o esquecerei
até que aparte-me de minha lágrima
e até que enxuguem os meus olhos,
que têm enredos de aprisionar quem os recuse
mesmo que se tente escapar deles
pulando os escudos do sorriso
Neste tempo de beijos disfarçados,
de saídas meditadas
de discursos falsificados,
e de princípios densificados
não se pode afirmar não
sem descobrir uma frincha no coração
não se pode delinear um adeus
que não vá irromper dentre
os nossos corpos
Oh amor,
beija, por mim
os decadentes habitantes de ti
e diz-me se deles a insolência
é tão intensa quanto a minha
absorva o indulto dos apaixonados
do intrínseco de quem nunca o esqueceu
diz-me se o divã de encontro e desencontros
é tão suave quanto o seu afago
presenteia-me com sentimentos e jugos onde há sinceridade
singular separação a resistir e reencontrar
dentre penetrações que retrocedem
em tão escassas esquinas...
Ah diz-me esquecer o amor
pois eu não, não o esquecerei...
Marinete Silva
Nuance
Devastada, absorta e sem escolha
vou percorrendo o atalho da vida
foram-se os enternecimentos
simbolizam-se apenas pelejas porfiadas
Não sou mais alvo de seus olhares
que completava os meus instantes
os minutos regressaram-se seculares
diante os meus queixumes
É que vítima de um outrora recente
em que se solenizava o amor da gente
fui postergada, levada pela ventania
E abrandada num delírio acelarado
fiquei sem afagos, sem amor, sem nada
deslumbrada por uma nuance ilusória
Marinete Silva
vou percorrendo o atalho da vida
foram-se os enternecimentos
simbolizam-se apenas pelejas porfiadas
Não sou mais alvo de seus olhares
que completava os meus instantes
os minutos regressaram-se seculares
diante os meus queixumes
É que vítima de um outrora recente
em que se solenizava o amor da gente
fui postergada, levada pela ventania
E abrandada num delírio acelarado
fiquei sem afagos, sem amor, sem nada
deslumbrada por uma nuance ilusória
Marinete Silva
Extenso
É o meu gostar
de ti
que não sei mascarar
e cada instante que te fito o olhar
sinto que não vou resistir
em ti vou tocar
meus olhos vão te procurar
e meu coração te sorrir...
Marinete Silva
de ti
que não sei mascarar
e cada instante que te fito o olhar
sinto que não vou resistir
em ti vou tocar
meus olhos vão te procurar
e meu coração te sorrir...
Marinete Silva
Astúcia
a lúcida controvérsia que me oferece
o olhar que olhar algum magoa, aflige
seja qual for o valor de seu reino
levo em minha companhia
a magnificência aparente
E a eficácia dessa dádiva que te inflama
sobressai através de ti, te ostenta
assim, o brilho mais sublime paira em volta
de ti quando retornas ao meu canto
assim a voz que compõe a voz do mundo
e de outros mundos bafeja sobre ti,
altera a palidez de seus presságios
o delicado brilho de teu princípio
e a superioridade de tua importância
que não modifica os afronto deles,
teus desprezos
Porque só tu acompanhaste
meu vestígio de alegria
porque só tu soubeste
despojar todo o engano
porque nenhum sepulcro
pôde confiar-te transparência
Meu sucessor de verbos dá-te a astúcia
que representei sobre a sinceridade
da luz que por mim furtaste ao tempo.
Marinete Silva
Existência
“É permanecer em silêncio
e admitir nova experiência
sem nenhuma oposição...”
Marinete Silva
e admitir nova experiência
sem nenhuma oposição...”
Marinete Silva
Encargos
“Sem que nos ordenemos
a desculpar uns aos outros,
não aguentaremos
os encargos das provações...”
Marinete Silva
a desculpar uns aos outros,
não aguentaremos
os encargos das provações...”
Marinete Silva
Desobstrução
Hoje, olho-me através de meu rosto
neste instante não sei se sou poeta
ou somente uma criança desprotegida
que pela primeira vez está diante de si...
Com pernas delicadas e olhos apagados
que descansam à sombra de sua imaginação
infância adormecida que ainda não passou -
Hoje, em ardor, sobejam os silêncios por meu rosto
tão incansáveis e copiosos...
porém indispensável como a brisa da noite
Hoje, através de meu rosto imperturbável
os que vieram e saíram
não que fossem desleais
saíram somente
Apenas um faz-me ver que o coração anuncia ser habitado
Hoje, todavia, olho-a através de meu rosto
não como a lua que surge mas lua que é somente
visão noturna e magistral
Quanta intensidade é necessária
para deixar a devaneio e ir adiante com o poema
Hoje eu me olho
desobstruo os olhos e a cortina se eleva
neste instante viajo em volantes metáforas
que em mim não cabem mais...
Marinete Silva
neste instante não sei se sou poeta
ou somente uma criança desprotegida
que pela primeira vez está diante de si...
Com pernas delicadas e olhos apagados
que descansam à sombra de sua imaginação
infância adormecida que ainda não passou -
Hoje, em ardor, sobejam os silêncios por meu rosto
tão incansáveis e copiosos...
porém indispensável como a brisa da noite
Hoje, através de meu rosto imperturbável
os que vieram e saíram
não que fossem desleais
saíram somente
Apenas um faz-me ver que o coração anuncia ser habitado
Hoje, todavia, olho-a através de meu rosto
não como a lua que surge mas lua que é somente
visão noturna e magistral
Quanta intensidade é necessária
para deixar a devaneio e ir adiante com o poema
Hoje eu me olho
desobstruo os olhos e a cortina se eleva
neste instante viajo em volantes metáforas
que em mim não cabem mais...
Marinete Silva
Epopeia ao meu amado
Por temor em não beijá-lo eu mesma
ou de abraçá-lo ou falar do amor que me danifica
-o amor subordinado-
Vai tu, epopeia ao meu amado;
vai à tua casa explicar-lhe como machuca
amar sem ser amado...
Beijai-o vós, suaves versos delicadíssimos que envio
rumo à região ardente de seu corpo adormecido;
arrefecida esplanada onde vagueia a alma livre
na serenidade da noite.
Vai divagando, indolente à bica que,
de acre; produz em minha face, um mar rutilante...
No enfadonho galho assentai versos meus,
e, recitai vociferando:-eu te amo-
Ele, que repousa e vai de reino em reino
galgando sua primazia sob a lua;
descobrirá na ostentação de tua melodia
razão de encantamento,
ao passo que eu levando só por esta via
enleado caminha meu intenso amor denegado.
Marinete Silva
ou de abraçá-lo ou falar do amor que me danifica
-o amor subordinado-
Vai tu, epopeia ao meu amado;
vai à tua casa explicar-lhe como machuca
amar sem ser amado...
Beijai-o vós, suaves versos delicadíssimos que envio
rumo à região ardente de seu corpo adormecido;
arrefecida esplanada onde vagueia a alma livre
na serenidade da noite.
Vai divagando, indolente à bica que,
de acre; produz em minha face, um mar rutilante...
No enfadonho galho assentai versos meus,
e, recitai vociferando:-eu te amo-
Ele, que repousa e vai de reino em reino
galgando sua primazia sob a lua;
descobrirá na ostentação de tua melodia
razão de encantamento,
ao passo que eu levando só por esta via
enleado caminha meu intenso amor denegado.
Marinete Silva
Oferta
Não possuo mais
as perspicácias de menina
nem o corpo da puberdade,
e a pele deslumbrante
há muito deslustrou-se
há carquilhas onde antes era viço
Sou uma estrutura acrescida pelos anos
e os fragmentos dos ônus benevolentes ou repulsivos
muitos adornei com gosto e alguns com relutâncias
o que te ofereço é mais do que tudo que perdi
ofereço-te o que adquiri
A maturidade que alcança o riso
quando em outras épocas verter-se-ia em lágrimas
hoje busca satisfazer
quando outrora aspiraria
somente ser amada
Ofereço-te muito mais que perfeição e mocidade
Agora, esses esplêndidos anos
instruíram-me a amar melhor
e com mais perseverança
e não com menos fulgor,
compreender-te se carecer
esperar-te quando fores
oferecer-te-ei deleite de amante
e colo de amiga
e essencialmente constância
que germina do aprendizado
Isto posso oferecer-te;
um mar obsoleto e estável
cujas ondas...mesmo esquivas...regressam,
cujas correntezas invisíveis
não carregam vestígios
mas os delírios infindáveis...
Marinete Silva
as perspicácias de menina
nem o corpo da puberdade,
e a pele deslumbrante
há muito deslustrou-se
há carquilhas onde antes era viço
Sou uma estrutura acrescida pelos anos
e os fragmentos dos ônus benevolentes ou repulsivos
muitos adornei com gosto e alguns com relutâncias
o que te ofereço é mais do que tudo que perdi
ofereço-te o que adquiri
A maturidade que alcança o riso
quando em outras épocas verter-se-ia em lágrimas
hoje busca satisfazer
quando outrora aspiraria
somente ser amada
Ofereço-te muito mais que perfeição e mocidade
Agora, esses esplêndidos anos
instruíram-me a amar melhor
e com mais perseverança
e não com menos fulgor,
compreender-te se carecer
esperar-te quando fores
oferecer-te-ei deleite de amante
e colo de amiga
e essencialmente constância
que germina do aprendizado
Isto posso oferecer-te;
um mar obsoleto e estável
cujas ondas...mesmo esquivas...regressam,
cujas correntezas invisíveis
não carregam vestígios
mas os delírios infindáveis...
Marinete Silva
Incólume
Não fale mais nada,
já não posso percebê-lo...
É tão calmo e fútil aqui
sinto a frialdade adentrando a alma
sentimentos atemorizados...
irresolutos, ainda assim,
incólume...
Marinete Silva
já não posso percebê-lo...
É tão calmo e fútil aqui
sinto a frialdade adentrando a alma
sentimentos atemorizados...
irresolutos, ainda assim,
incólume...
Marinete Silva
Silêncio
Julgue o silêncio com esmero
talvez ele diga tudo sem ser observado
silêncio ás vezes adverte
outras vezes deturpa...
Marinete Silva
talvez ele diga tudo sem ser observado
silêncio ás vezes adverte
outras vezes deturpa...
Marinete Silva
Fascinante
Ah, esse amor
ultrapassa o tempo
e transgride o juízo
uma avalanche de sensações
deliciosas e invisíveis
Cruza os confins
do meu âmago
cerceia profundamente
o meu coração, meus sentimentos
e voa com sua alma
por mares e continentes
numa simultaneidade magistral
Ah, esse amor
inalterável perpétuo sentimento
profundo e delicado ;inexplicável
fascinante e extasiante
rosa de amor que desabrocha
magnífica e aprazível
melodia sacra que introduz em mim
entorpece... contagia
Quando eu te olho
vejo-me em ti
eternamente
Marinete Silva
ultrapassa o tempo
e transgride o juízo
uma avalanche de sensações
deliciosas e invisíveis
Cruza os confins
do meu âmago
cerceia profundamente
o meu coração, meus sentimentos
e voa com sua alma
por mares e continentes
numa simultaneidade magistral
Ah, esse amor
inalterável perpétuo sentimento
profundo e delicado ;inexplicável
fascinante e extasiante
rosa de amor que desabrocha
magnífica e aprazível
melodia sacra que introduz em mim
entorpece... contagia
Quando eu te olho
vejo-me em ti
eternamente
Marinete Silva
Solidão...
Não vou me inebriar
de frugalidade
Nem mesmo embrenhar-me
na amplidão
Mas propagando minhas
lembranças
Sigo subsistindo
desta vasta solidão...
Marinete Silva
de frugalidade
Nem mesmo embrenhar-me
na amplidão
Mas propagando minhas
lembranças
Sigo subsistindo
desta vasta solidão...
Marinete Silva
O que vale
A vida se reduz
em tantos sentimentos
que calamos ou apagamos...
Versos, querências,
fantasias amores...
por pejo de dizer
medo de recitar
enquanto definhamos
asfixiados por nosso próprio eu...
Recluso em nós
meio sem voz
por ensejo,
ficamos para atrás
por medo de ousar,
viver,
sonhar...
Fantasias de vida
que, mais tarde falaremos...
O que vale é o hoje e como vivemos
A felicidade é a recompensa
para pessoas como você ou eu
O medo que nos limita
não cessa nossos sonhos
não atenua nossos desígnios
entrevendo a vida face a face...
Sem medo de vaguear
um dia choramos para sorrirmos logo mais
e todos os sobejos renunciamos para atrás
pois o que nos inspira
é o dom de compor
é a razão para cantar
é viver e ser feliz ao nosso modo
é amar e amar sempre
Marinete Silva
em tantos sentimentos
que calamos ou apagamos...
Versos, querências,
fantasias amores...
por pejo de dizer
medo de recitar
enquanto definhamos
asfixiados por nosso próprio eu...
Recluso em nós
meio sem voz
por ensejo,
ficamos para atrás
por medo de ousar,
viver,
sonhar...
Fantasias de vida
que, mais tarde falaremos...
O que vale é o hoje e como vivemos
A felicidade é a recompensa
para pessoas como você ou eu
O medo que nos limita
não cessa nossos sonhos
não atenua nossos desígnios
entrevendo a vida face a face...
Sem medo de vaguear
um dia choramos para sorrirmos logo mais
e todos os sobejos renunciamos para atrás
pois o que nos inspira
é o dom de compor
é a razão para cantar
é viver e ser feliz ao nosso modo
é amar e amar sempre
Marinete Silva
Só quimeras
Neste instante, imagino você
e queria me disfarçar em vento
e num piscar de olhos
alcançar sua porta
com fresquidão
E se você me sentir
vou lhe abraçar
sem o tocar
vou afagar seus cabelos
e sussurrar em seu ouvido
palavras de carinhos
tocar brandamente seus lábios
embalar você no meu colo
Mas não... São só quimeras
e estou imaginando você
e se abrir sua porta
entrarei agora
neste instante
no vento
Marinete Silva
e queria me disfarçar em vento
e num piscar de olhos
alcançar sua porta
com fresquidão
E se você me sentir
vou lhe abraçar
sem o tocar
vou afagar seus cabelos
e sussurrar em seu ouvido
palavras de carinhos
tocar brandamente seus lábios
embalar você no meu colo
Mas não... São só quimeras
e estou imaginando você
e se abrir sua porta
entrarei agora
neste instante
no vento
Marinete Silva
Amor livre
Amor não é posse
se amo
É preferível
vê-lo livre
É melhor
teu sorriso longínquo
Do que
teu sofrimento no âmago
Marinete Silva
se amo
É preferível
vê-lo livre
É melhor
teu sorriso longínquo
Do que
teu sofrimento no âmago
Marinete Silva
Aniquilação
O clamor deste amor
extenua o vigor
que arde ao pé da estatua,
anula o trejeito da paixão
que produz fortaleza e masmorra
O clamor deste amor,
expeliu o colorido
dos lábios da felicidade
e amputou a marcha
ao furto do acaso
que escapa
O clamor deste amor
destoa a palavra mais inviolável
e mais certa e seca a lágrima à face suicida,
eliminando a alegria
O clamor deste amor
inibe o astro sol
o clamor deste amor
extinguiu a lua
O clamor deste amor
excita o lume desmedido
que furtei, que te clareia o rosto
escarnecedor e aniquila-me...
Marinete Fátima Silva
extenua o vigor
que arde ao pé da estatua,
anula o trejeito da paixão
que produz fortaleza e masmorra
O clamor deste amor,
expeliu o colorido
dos lábios da felicidade
e amputou a marcha
ao furto do acaso
que escapa
O clamor deste amor
destoa a palavra mais inviolável
e mais certa e seca a lágrima à face suicida,
eliminando a alegria
O clamor deste amor
inibe o astro sol
o clamor deste amor
extinguiu a lua
O clamor deste amor
excita o lume desmedido
que furtei, que te clareia o rosto
escarnecedor e aniquila-me...
Marinete Fátima Silva
Transitoriedade
Do ramalhete
apenas a pétala sutil
inadmissível dávida
onde a suavidade
e o colorido é insigne
A beleza é somente
a passagem sublime
insensível e transitória...
Marinete Silva
apenas a pétala sutil
inadmissível dávida
onde a suavidade
e o colorido é insigne
A beleza é somente
a passagem sublime
insensível e transitória...
Marinete Silva
Exaltação
Expiração partida entre os lábios...
O começo do fim - fim do começo -
queima em minhas têmporas
quanto o influxo celestial
queima a essência
que agora congela
a aguardar outro verbo
igual ao que de mim hoje sai
ao passo que choro
como antes chorava
o primeiro fulgor desta vela
natural que era...
Exalto-te, pois choro só
a perfeição que
definhava e definha
Neste instante, em mim,
não há o que estimule
o corpo que velo
onde a beleza dispersa
e produz a incerteza...
Marinete Silva
O começo do fim - fim do começo -
queima em minhas têmporas
quanto o influxo celestial
queima a essência
que agora congela
a aguardar outro verbo
igual ao que de mim hoje sai
ao passo que choro
como antes chorava
o primeiro fulgor desta vela
natural que era...
Exalto-te, pois choro só
a perfeição que
definhava e definha
Neste instante, em mim,
não há o que estimule
o corpo que velo
onde a beleza dispersa
e produz a incerteza...
Marinete Silva
De volta aos sonhos
Ao despojar dos sonhos
apartei-me das fantasias
findou a festa
Sobrou o silêncio no salão
valsei sozinha
ao som da minha própria melodia
Repercutiu a harmonia do choro
cessando-me a voz,
silêncio se fez
agarrei de volta os sonhos
apartando-me das fantasias...
Marinete Silva
apartei-me das fantasias
findou a festa
Sobrou o silêncio no salão
valsei sozinha
ao som da minha própria melodia
Repercutiu a harmonia do choro
cessando-me a voz,
silêncio se fez
agarrei de volta os sonhos
apartando-me das fantasias...
Marinete Silva
Beijos
Abstraia questionamentos e explicações
sem sentido.
Se o amor não possui
vocábulos em seu glossário, por que tê-los?
Dispense as entrelinhas
para que os sentimentos circulem
livremente ignorando os
obstáculos à sua frente...
Marinete Silva
sem sentido.
Se o amor não possui
vocábulos em seu glossário, por que tê-los?
Dispense as entrelinhas
para que os sentimentos circulem
livremente ignorando os
obstáculos à sua frente...
Marinete Silva
Resignação
Peço que vá, consigo leve seu amor, não lamente,
esteve em mim o tempo essencial para ser imortal.
Deixe o frescor desta brisa que transforma,
afagar sua ausência sem orvalhos regresso e sem súplicas.
Alforrio o amor, porém tristemente...
Marinete Silva
esteve em mim o tempo essencial para ser imortal.
Deixe o frescor desta brisa que transforma,
afagar sua ausência sem orvalhos regresso e sem súplicas.
Alforrio o amor, porém tristemente...
Marinete Silva
Mutismo
Contenta-se com tão pouco que aos outros não faz falta,
um agudo clamor abafado no peito,
não encontra razão para escoar a angústia
que enfarta o inexistente sossego.
Cercam-lhe os olhos rubros e arrefecidos de verterem lágrimas.
O gosto insalubre chega à boca...
Tanto para ser dito e nenhuma palavra cabe no vão que se abriu.
O vazio corrói até o estado de desfalecimento. É esta a dor imperiosa.
Sensações que germinam, ao passo que reduzem os dias...
Marinete Silva
um agudo clamor abafado no peito,
não encontra razão para escoar a angústia
que enfarta o inexistente sossego.
Cercam-lhe os olhos rubros e arrefecidos de verterem lágrimas.
O gosto insalubre chega à boca...
Tanto para ser dito e nenhuma palavra cabe no vão que se abriu.
O vazio corrói até o estado de desfalecimento. É esta a dor imperiosa.
Sensações que germinam, ao passo que reduzem os dias...
Marinete Silva
Do outro lado de mim
Altas horas, desperto sem nada,
tudo se foi...
Ao longe, a saudade,
fiel companheira acenando um adeus
deixando para trás somente uma lágrima
e nada mais...
Em minha volta um vão,
embora não seja capaz de entender o porquê,
deve ser coisa de dentro e não de fora...
Marinete Silva
tudo se foi...
Ao longe, a saudade,
fiel companheira acenando um adeus
deixando para trás somente uma lágrima
e nada mais...
Em minha volta um vão,
embora não seja capaz de entender o porquê,
deve ser coisa de dentro e não de fora...
Marinete Silva
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Infinitas recordações
Entre um pensamento e outro
deixei-me pensar em você
abri o armário onde guardo
infinitas recordações...
Recordções de você, do que eu era
de outrora...
senti seu aroma no ar, ainda que
longe, inesquecível
Por uns instantes ouvi sua voz
em sussurros que eram comuns
e agora são quase imperceptíveis
num relance de luz vislumbrei seu sorriso
deslumbrante...
Senti um calafrio, oscilei
as pernas estremeceram
o ar ficou rarefeito
infinitas saudades de você
O coração vazio, sem luz
espera seu regresso
cerrei os olhos, relutei em abri-los
quando o fiz nada mudou...
Você não está aqui, nem esteve
sumiu e levou junto a vida, a luz
o silêncio regressa e oculta as emoções
que só reaparecem em pensamentos
em recordações que se desvanecem...
Marinete Silva
deixei-me pensar em você
abri o armário onde guardo
infinitas recordações...
Recordções de você, do que eu era
de outrora...
senti seu aroma no ar, ainda que
longe, inesquecível
Por uns instantes ouvi sua voz
em sussurros que eram comuns
e agora são quase imperceptíveis
num relance de luz vislumbrei seu sorriso
deslumbrante...
Senti um calafrio, oscilei
as pernas estremeceram
o ar ficou rarefeito
infinitas saudades de você
O coração vazio, sem luz
espera seu regresso
cerrei os olhos, relutei em abri-los
quando o fiz nada mudou...
Você não está aqui, nem esteve
sumiu e levou junto a vida, a luz
o silêncio regressa e oculta as emoções
que só reaparecem em pensamentos
em recordações que se desvanecem...
Marinete Silva
Extintos...
Passaremos para o arrebol
talvez para acordar na velhice de
outra época
mas o amor sobreviverá,
e os sinais de seus dedos
não serão extintos
é sensato para nós, e mais prudente
desejar um refúgio à sombra e repousar
em nossa natureza divina terrestre
e permitir o amor, humano e delicado,
ordenar o dia que se aproxima...
Marinete Silva
talvez para acordar na velhice de
outra época
mas o amor sobreviverá,
e os sinais de seus dedos
não serão extintos
é sensato para nós, e mais prudente
desejar um refúgio à sombra e repousar
em nossa natureza divina terrestre
e permitir o amor, humano e delicado,
ordenar o dia que se aproxima...
Marinete Silva
Lembranças ofegantes
Sofrimento de minh´alma,
é alvorada e chega-me
recordação de quem amo
e duplicam-se as ilusões
Lembrança ofegante de alguém que clamo
que em precedentes braços
me recusa sobejos de alegrias
entre lençóis esquecidos
Ao remoto grita um coração desvanecido
obscuridade inconstante, e
ouço-te o rugido época que meu fado remoestes
paixão, paixão, saber genuíno
Latente e límpido, eu protejo
em extensa escuridade
sentindo a brisa de outro dia
chegar sem me causar alegria...
Marinete Silva
é alvorada e chega-me
recordação de quem amo
e duplicam-se as ilusões
Lembrança ofegante de alguém que clamo
que em precedentes braços
me recusa sobejos de alegrias
entre lençóis esquecidos
Ao remoto grita um coração desvanecido
obscuridade inconstante, e
ouço-te o rugido época que meu fado remoestes
paixão, paixão, saber genuíno
Latente e límpido, eu protejo
em extensa escuridade
sentindo a brisa de outro dia
chegar sem me causar alegria...
Marinete Silva
Relicário de Mim
Com o coração pulsando tranqüilo,
tocando em solo seguro e com um
sorriso vertendo felicidade, eu, hoje me deixo levar,
sem nenhuma incúria, sem cobrança alguma,
sem esclarecimento ou razão
somente pela simples vontade de
ficar nas lascívias e belezas do relicário
de mim inteira...
De me envolver em minhas próprias brumas mornas
e correr por entre meu jardim de flores matizadas
e escolher uma ao acaso e deslumbrar seu perfume,
suas cores no ar, perfumando minh’alma serena,
feliz mergulho de cabeça, corpo e alma nas águas cristalinas
do rio da minha vida e adormeço sorrindo
debaixo da árvore florida e acolhedora...
Abraçada em mim mesma, criança crescida e sonhadora
e fico a brincar em sonhos com o anjo que me guia me conduz
e me cuida...
Me permito ser criança crescida e dou gargalhadas
e acordo inteira, completa, repleta de maravilhas
pronta para brincar cantar sorrir e amar
a todos os que por ventura possam chegar até a mim
e simplesmente me deixo levar...
De bem com todas as vidas, me deixo resplandecer envolvida
na veemência luz do amor...Amar. Amar. Amar...
Só amar e viver um dia de criança crescida.
Marinete Silva
tocando em solo seguro e com um
sorriso vertendo felicidade, eu, hoje me deixo levar,
sem nenhuma incúria, sem cobrança alguma,
sem esclarecimento ou razão
somente pela simples vontade de
ficar nas lascívias e belezas do relicário
de mim inteira...
De me envolver em minhas próprias brumas mornas
e correr por entre meu jardim de flores matizadas
e escolher uma ao acaso e deslumbrar seu perfume,
suas cores no ar, perfumando minh’alma serena,
feliz mergulho de cabeça, corpo e alma nas águas cristalinas
do rio da minha vida e adormeço sorrindo
debaixo da árvore florida e acolhedora...
Abraçada em mim mesma, criança crescida e sonhadora
e fico a brincar em sonhos com o anjo que me guia me conduz
e me cuida...
Me permito ser criança crescida e dou gargalhadas
e acordo inteira, completa, repleta de maravilhas
pronta para brincar cantar sorrir e amar
a todos os que por ventura possam chegar até a mim
e simplesmente me deixo levar...
De bem com todas as vidas, me deixo resplandecer envolvida
na veemência luz do amor...Amar. Amar. Amar...
Só amar e viver um dia de criança crescida.
Marinete Silva
Bafejos profanos
Lá onde um obsoleto corpo
soltava-se ao vento,
às semelhanças de seus anos,
o precoce corpo censurava
ao feroz principio, seus jovens anos...
Lá onde em qualquer corpo presenciei esculpida
laje sepulcral expressava um outro tempo
era de um destino construído pelos anos...
Lá ingênuos valentes alvejados
bafejavam profanos e se dilaceravam
contra o candente deserto vencido,
Lá; vi partículas do tempo me embrulhando
em tropéis de leões e agouros
pois, na extremidade do universo
denunciantes trevas me revelavam...
Marinete Silva
soltava-se ao vento,
às semelhanças de seus anos,
o precoce corpo censurava
ao feroz principio, seus jovens anos...
Lá onde em qualquer corpo presenciei esculpida
laje sepulcral expressava um outro tempo
era de um destino construído pelos anos...
Lá ingênuos valentes alvejados
bafejavam profanos e se dilaceravam
contra o candente deserto vencido,
Lá; vi partículas do tempo me embrulhando
em tropéis de leões e agouros
pois, na extremidade do universo
denunciantes trevas me revelavam...
Marinete Silva
Existencial e Aprazível
Careço de um ser humano
que me compreenda
que seja contra o não ser,
essencial
misterioso
irrealizável
A evidência da lua que
indeniza o prejuízo
pungente acalento
a erma, a angústia,
ao pé do inculto...
Aspiração de estinguir-se...
Careço de um ser humano,
de seu afago,
sereno e recente
careço de um ser
oportuno e aprazível...
Contra meu ser ofegante
careço de um ser existência
ao meu lado,
um ser perspicaz e espontâneo
um ser querido e amado.
Marinete Silva
que me compreenda
que seja contra o não ser,
essencial
misterioso
irrealizável
A evidência da lua que
indeniza o prejuízo
pungente acalento
a erma, a angústia,
ao pé do inculto...
Aspiração de estinguir-se...
Careço de um ser humano,
de seu afago,
sereno e recente
careço de um ser
oportuno e aprazível...
Contra meu ser ofegante
careço de um ser existência
ao meu lado,
um ser perspicaz e espontâneo
um ser querido e amado.
Marinete Silva
Despertar
Despertei
com lampejos de sol
resplandecendo
no travesseiro
Levantei com alegria,
ávida de vida
Percebo
o quanto o dia
aguarda a alvorada
para ser genuíno
para ser,
mais um dia
Aspiro, veemente,
antes que vire
ontem, sem
reclamar
do amanhã...
Marinete Silva
com lampejos de sol
resplandecendo
no travesseiro
Levantei com alegria,
ávida de vida
Percebo
o quanto o dia
aguarda a alvorada
para ser genuíno
para ser,
mais um dia
Aspiro, veemente,
antes que vire
ontem, sem
reclamar
do amanhã...
Marinete Silva
domingo, 2 de outubro de 2011
Perceptível
Meu corpo é meu espírito
perceptível
e meu espírito é meu corpo
imperceptível
e quem desejar diferença entre
essas duas posturas,
estará errado,
pois a rosa e o aroma da rosa
são uma coisa só
todas as ocasiões e todos os tempos
são domínios da alma
tampe os olhos, e enxergará
nas profundezas de suas profundezas
o universo em sua abundância
humana e desumana
e enxergará o fim
como se fosse o princípio
e o princípio como se fosse
fim...
Marinete Silva
perceptível
e meu espírito é meu corpo
imperceptível
e quem desejar diferença entre
essas duas posturas,
estará errado,
pois a rosa e o aroma da rosa
são uma coisa só
todas as ocasiões e todos os tempos
são domínios da alma
tampe os olhos, e enxergará
nas profundezas de suas profundezas
o universo em sua abundância
humana e desumana
e enxergará o fim
como se fosse o princípio
e o princípio como se fosse
fim...
Marinete Silva
Descoberta
Minha consciência
cansou de morar
em meu interior
e saiu a morada
da felicidade
Quando adentrou
naquele âmbito puro
parou perplexa
pois não achou nada
lá do que pensou
que acharia
Não achou poder,
nem riqueza
nem império
Achou somente
a luz da beleza
em companhia do amor
junto a sabedoria...
Marinete Silva
cansou de morar
em meu interior
e saiu a morada
da felicidade
Quando adentrou
naquele âmbito puro
parou perplexa
pois não achou nada
lá do que pensou
que acharia
Não achou poder,
nem riqueza
nem império
Achou somente
a luz da beleza
em companhia do amor
junto a sabedoria...
Marinete Silva
Entonação
O som das palavras pode ser tão terno
quanto um sorriso de uma criança
ou tão violento quanto uma tempestade
mas nada se iguala à expressão de um olhar
cuja frialdade pode aquebrantar
até a mais forte tempestade
e cuja amabilidade pode comover
e alegrar aos mais inflexíveis
ao mais escuro e silencioso dos corações.
Marinete Silva
quanto um sorriso de uma criança
ou tão violento quanto uma tempestade
mas nada se iguala à expressão de um olhar
cuja frialdade pode aquebrantar
até a mais forte tempestade
e cuja amabilidade pode comover
e alegrar aos mais inflexíveis
ao mais escuro e silencioso dos corações.
Marinete Silva
Revigor
Na ambiguidade do instante
sinto a brisa de leve me acariciar
parece acalentar-me
pois quimeras já não existem mais
mas entre brumas, ao longe
surge a aurora, lentamente
que vai abafando
os lamentos implacáveis da alma
a profunda dolência
o olhar perdido na imensidão flébil
extirpando por completo
as minhas quarelas...
Marinete Silva
sinto a brisa de leve me acariciar
parece acalentar-me
pois quimeras já não existem mais
mas entre brumas, ao longe
surge a aurora, lentamente
que vai abafando
os lamentos implacáveis da alma
a profunda dolência
o olhar perdido na imensidão flébil
extirpando por completo
as minhas quarelas...
Marinete Silva
Cumplicidade
Nada se compara ao nosso amor
Ao que sinto quando estou junto a ti
É loucura que paira no ar
Arde mais que o fogo da paixão
E a gente se entrega
Sem se importar com a distância
Tudo acontece nesse amor
Que nos envolve em um só prazer
Tão gostoso nenhum de nós nega fogo
Malícia em palavras... Muitas!
Que incendeia nossos corpos
E fazemos de um jeito tão gostoso
Amor me beija, vem mais uma vez me amar
Teu amor me faz feliz
Vem me fazer viajar para perto de ti
E entrar em transe, frenesi
Nem mesmo a água de todo o mar
Apagará este vulcão que está em ti
Que provoca erupção em mim.
Marinete Silva
Ao que sinto quando estou junto a ti
É loucura que paira no ar
Arde mais que o fogo da paixão
E a gente se entrega
Sem se importar com a distância
Tudo acontece nesse amor
Que nos envolve em um só prazer
Tão gostoso nenhum de nós nega fogo
Malícia em palavras... Muitas!
Que incendeia nossos corpos
E fazemos de um jeito tão gostoso
Amor me beija, vem mais uma vez me amar
Teu amor me faz feliz
Vem me fazer viajar para perto de ti
E entrar em transe, frenesi
Nem mesmo a água de todo o mar
Apagará este vulcão que está em ti
Que provoca erupção em mim.
Marinete Silva
Contraditório
De que vale a beleza externa,
se o que vem de dentro,
são apenas rabiscos
que se autodenomina arte...
E mesmo emoldurados
em magníficos quadros e levados
às mais nobres galerias de belas artes,
não se tornam ilustres honrados da multidão...
Marinete Silva
se o que vem de dentro,
são apenas rabiscos
que se autodenomina arte...
E mesmo emoldurados
em magníficos quadros e levados
às mais nobres galerias de belas artes,
não se tornam ilustres honrados da multidão...
Marinete Silva
Marcha do tempo
Trago a marca mais tensa
guardo o vestígio mais genuíno
que na marcha do tempo me persegue
me pensa, me fixa no sombrio
Suscita, oscila; alguém habitei
agora me habitam: de quem sobejei
agora sobejo: alguém cujos passos
nas pedras do tempo ecoa tão arreliado
Me silenciam, me afligem
recordo me encarcera, desmedido,
sem flecha que puni nem impulso
que provi...
nos prolixos do tempo
a sós nos conduz.
Marinete Silva
guardo o vestígio mais genuíno
que na marcha do tempo me persegue
me pensa, me fixa no sombrio
Suscita, oscila; alguém habitei
agora me habitam: de quem sobejei
agora sobejo: alguém cujos passos
nas pedras do tempo ecoa tão arreliado
Me silenciam, me afligem
recordo me encarcera, desmedido,
sem flecha que puni nem impulso
que provi...
nos prolixos do tempo
a sós nos conduz.
Marinete Silva
Incógnitas
Acordo e vejo a manhã fria e molhada
os olhos doloridos de uma noite em branco
teimam em não abrir
lembram-me que o meu corpo pesado
amarra-me a condição da qual tento fugir...
Momentos em que não sei quem sou, confesso
fico perdida, confusa, não sabendo ao certo o que fazer
escondo-me
fecho-me
preencho-me apenas com o som de minhas palavras...
Vivo o silêncio, quando sinto o frio das palavras
queimando todo o meu ser
quero compreender-me
quero-me redescobrir
quero voltar a mim bem lá no fundo
e voltar a me ouvir...
Marinete Silva
os olhos doloridos de uma noite em branco
teimam em não abrir
lembram-me que o meu corpo pesado
amarra-me a condição da qual tento fugir...
Momentos em que não sei quem sou, confesso
fico perdida, confusa, não sabendo ao certo o que fazer
escondo-me
fecho-me
preencho-me apenas com o som de minhas palavras...
Vivo o silêncio, quando sinto o frio das palavras
queimando todo o meu ser
quero compreender-me
quero-me redescobrir
quero voltar a mim bem lá no fundo
e voltar a me ouvir...
Marinete Silva
Ecos do Silêncio
Hoje a solidão
Está mais presente
O vazio é tão grande
Que posso ouvir
O meu silêncio
Do meu eu quedo
Adormecida
Sem eco
Buscando as linhas mansas
Da alma si lente
A espera do nada
No banco da praça
No sereno da noite
Pelas ruas da cidade
No vazio do quarto...
O vento sopra
No meio do nada
Na voz silenciosa
Que chega a me fazer
Companhia
Nesta noite vazia.
Marinete Silva
Está mais presente
O vazio é tão grande
Que posso ouvir
O meu silêncio
Do meu eu quedo
Adormecida
Sem eco
Buscando as linhas mansas
Da alma si lente
A espera do nada
No banco da praça
No sereno da noite
Pelas ruas da cidade
No vazio do quarto...
O vento sopra
No meio do nada
Na voz silenciosa
Que chega a me fazer
Companhia
Nesta noite vazia.
Marinete Silva
Enquanto o Mundo dorme
Dia longo e cheio de utopias
que se estende preguiçoso
nos braços da tarde que expira...
A noite chega cheia de sugestões
ao longe alguém entoa uma linda canção
que me toca o coração...
A lua parece imóvel no céu
como que escutando as estrelas
que viajam ao infinito
ignorando a terra adormecida...
O mundo todo dormiu
enquanto estou em
nostalgia profunda.
Marinete Silva
que se estende preguiçoso
nos braços da tarde que expira...
A noite chega cheia de sugestões
ao longe alguém entoa uma linda canção
que me toca o coração...
A lua parece imóvel no céu
como que escutando as estrelas
que viajam ao infinito
ignorando a terra adormecida...
O mundo todo dormiu
enquanto estou em
nostalgia profunda.
Marinete Silva
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