Por temor em não beijá-lo eu mesma
ou de abraçá-lo ou falar do amor que me danifica
-o amor subordinado-
Vai tu, epopeia ao meu amado;
vai à tua casa explicar-lhe como machuca
amar sem ser amado...
Beijai-o vós, suaves versos delicadíssimos que envio
rumo à região ardente de seu corpo adormecido;
arrefecida esplanada onde vagueia a alma livre
na serenidade da noite.
Vai divagando, indolente à bica que,
de acre; produz em minha face, um mar rutilante...
No enfadonho galho assentai versos meus,
e, recitai vociferando:-eu te amo-
Ele, que repousa e vai de reino em reino
galgando sua primazia sob a lua;
descobrirá na ostentação de tua melodia
razão de encantamento,
ao passo que eu levando só por esta via
enleado caminha meu intenso amor denegado.
Marinete Silva
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