Acordo e vejo a manhã fria e molhada
os olhos doloridos de uma noite em branco
teimam em não abrir
lembram-me que o meu corpo pesado
amarra-me a condição da qual tento fugir...
Momentos em que não sei quem sou, confesso
fico perdida, confusa, não sabendo ao certo o que fazer
escondo-me
fecho-me
preencho-me apenas com o som de minhas palavras...
Vivo o silêncio, quando sinto o frio das palavras
queimando todo o meu ser
quero compreender-me
quero-me redescobrir
quero voltar a mim bem lá no fundo
e voltar a me ouvir...
Marinete Silva
Nenhum comentário:
Postar um comentário