Nem uma só verdade floresce
neste verão fantasiado...
o ano intacto como todos
que já se foram...
Enganado por gestos
contam fingidas proezas
dançam em cordas bambas
e os pulos são sem fulgor
não se representam, mais
as quimeras que influímos
Ostentação, evasão, chamas
distribuindo a rendição
da beleza
do céu anil, criador de estrela
de nada mais que uma
acrobata,
Fita-se nas covas fundas,
a deleitar-se
e entoa uma canção
de outrora...
Marinete Silva
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